Açúcar recua nas bolsas internacionais, mas mercado paulista mostra recuperação

Preços do açúcar caem em Nova York e Londres por oferta global elevada, enquanto mercado interno paulista registra reação no valor do cristal branco.

11/4/20252 min read

brown bamboo sticks on brown wooden table
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Açúcar recua lá fora, mas mercado interno sinaliza recuperação

Os preços do açúcar registraram queda nas principais bolsas internacionais nesta terça-feira (04). Em Nova York, o contrato março/26 fechou a 14,53 cents/lb (-0,82%), enquanto maio/26 ficou em 14,11 cents/lb (-0,84%). Já em Londres, o contrato dezembro/25 encerrou o dia a US$ 419,40/tonelada (-0,92%).

A correção ocorreu após o mercado ter atingido máxima de uma semana na segunda-feira, impulsionada pela recomposição de posições vendidas e pela leve valorização de 0,35% do real, o que reduz o estímulo para usinas brasileiras exportarem açúcar.

Apesar desse suporte momentâneo, o cenário global ainda é marcado por excedente de oferta, o que segue pressionando as cotações internacionais.

Mercado paulista reage com melhora na qualidade negociada

No mercado interno de São Paulo, o açúcar cristal branco apresentou reação nos preços no fim de outubro.
De acordo com o Indicador CEPEA/ESALQ, o valor chegou a R$ 111,00/sc (50 kg) no início da semana, o menor nível nominal desde abril de 2021. Porém, na sexta-feira (31), o indicador subiu para R$ 113,65/sc.

Segundo o Cepea, a recuperação foi puxada por maior presença do açúcar de melhor qualidade (Icumsa 150) nas negociações.
Enquanto isso, usinas que ofertaram o Icumsa 180 adotaram posturas mais flexíveis, buscando desovar estoques e manter o fluxo de vendas.

Mesmo com o ajuste, compradores ainda pressionam por preços menores, o que limita a liquidez das negociações.

Etanol mantém sustentação em outubro

Já no mercado de etanol, os preços seguiram firmes em São Paulo ao longo de outubro:

ProdutoPreço MédioVariação Mensal (Out x Set)Hidratado~R$ 2,70/l-0,77%Anidro~R$ 3,10/l-1,02%

A sustentação veio da postura mais firme das usinas, especialmente com o fim da moagem da safra 2025/26 em algumas unidades do estado.
Mesmo com o leve recuo mensal, na comparação anual, os preços ainda registram valorização real de cerca de 7%, descontada a inflação.

Conclusão
  • Mercado internacional: segue pressionado pelo excesso de oferta global.

  • Mercado interno paulista: apresenta leve recuperação, puxada por negociações de açúcar de melhor qualidade.

  • Etanol: mantém preços sustentados pela redução da oferta no fim da safra.