China Retoma Compras de Soja dos EUA e Mercado em Chicago Reage com Alta

China volta a comprar soja dos EUA com contratos até 2026 e projeções até 2029. Mercado reage com alta em Chicago. Veja o impacto para o agro brasileiro.

10/30/20251 min read

A quinta-feira (30) começou movimentada no mercado internacional da soja. A Bolsa de Chicago registrou recuperação significativa dos preços após o anúncio de que a China retomará compras expressivas do grão dos Estados Unidos, com compromissos que se estendem até 2026 — e previsões que seguem até 2029.

🇨🇳 China Define Volumes de Compra: até 12 Milhões de Toneladas Até 2026

O Secretário do Tesouro Americano, Scot Bessent, informou que a China concordou em adquirir:

  • 12 milhões de toneladas de soja dos EUA até agosto de 2026;

  • Além de 25 milhões de toneladas anuais entre 2026 e 2029.

A notícia foi divulgada inicialmente pela Pátria Agronegócios.

No entanto, especialistas ressaltam que esse volume não representa um aumento significativo na demanda chinesa, mas sim a normalização do fluxo histórico de compras.

“As 12 milhões de toneladas fazem parte do volume habitualmente adquirido pela China no mercado norte-americano, não sendo uma mudança estrutural”, pontuou a consultoria.

Mercado em Chicago Reage com Alta

Mesmo sem impacto estrutural imediato, o anúncio foi suficiente para elevar o humor dos investidores.

Após abrir o dia em queda — chegando a perder quase 20 pontos — a soja inverteu o movimento e passou a subir entre 13 e 15,50 pontos por volta das 9h20 (horário de Brasília).

Cotações Atualizadas:

VencimentoPreço (US$/bushel)JaneiroUS$ 11,10MaioUS$ 11,29

O movimento confirma a sensibilidade do mercado aos anúncios políticos e comerciais, especialmente quando envolvem os dois maiores players globais do setor: China e Estados Unidos.

E o Brasil? Qual o Impacto?

Para o Brasil, principal exportador mundial de soja, o anúncio pode:

  • Elevar a competitividade entre grãos brasileiro e americano;

  • Movimentar prêmios de exportação nos portos;

  • Influenciar na formação de preços internos, especialmente em regiões próximas a escoamento portuário.

Por outro lado, o Brasil segue com estoques ajustados e demanda consistente, o que pode ajudar a segurar preços internos.