Rio Grande do Sul inicia Projeto Piloto de Rastreabilidade Bovina Rumo a 2032

O RS implementa projeto piloto de rastreabilidade individual de bovinos com 50 propriedades. Conheça as tecnologias, benefícios e cronograma até 2032 do PNIB.

10/30/20255 min read

brown cow with white fur textile
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O Rio Grande do Sul avança rumo à modernização da pecuária com o lançamento de um ambicioso projeto piloto de rastreabilidade individual de bovinos. A iniciativa, que conta com 50 propriedades voluntárias, foi lançada durante a Expointer e é coordenada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) Agricultura. O estado gaúcho se posiciona como líder nacional na implementação de um sistema que acompanhará cada animal do nascimento ao abate.

O Que é o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos

O Programa Nacional de Identificação e Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos (PNIB), coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), prevê um cronograma de sete anos para adaptação, com adoção obrigatória a partir de 2032 Agricultura. A medida representa uma transformação profunda na forma como o Brasil produz e comercializa proteína animal.

A rastreabilidade individual de bovinos é um sistema que permite acompanhar todo o ciclo da vida de um animal, dados sobre sua raça, sexo, idade, vacinas, até o abate Agricultura. Cada bovino recebe um número de identificação único, registrado em brinco ou bóton eletrônico, que funciona como sua "carteira de identidade".

Como Funciona o Projeto Piloto no Rio Grande do Sul

O projeto gaúcho foi cuidadosamente planejado para representar a diversidade da pecuária estadual. Mais de 20 municípios terão propriedades selecionadas, com diferentes características de produção, como leite e corte, ciclo completo, recria e terminação, oferecendo um retrato fidedigno da agropecuária gaúcha Agricultura.

Etapas do Projeto de Rastreabilidade

Fase Inicial (2024): O Estado deu início à identificação individual de bovinos em uma propriedade da Seapi na região da Campanha, no município de Hulha Negra, onde 395 animais foram rastreados e se avaliou novas tecnologias, como a biometria nasal QR Portal do Estado do Rio Grande do Sul.

Expansão (2025): A iniciativa está sendo expandida para 50 propriedades privadas de diferentes regiões e sistemas de produção — leite, corte, ciclo completo e terminação — com o objetivo de implantar a rastreabilidade total, do nascimento ao final da vida do animal Portal do Estado do Rio Grande do Sul.

Cronograma Nacional: O projeto piloto servirá de base para o Plano Estadual de Rastreabilidade, previsto para ser apresentado em 2026, com prazo de implementação até 2032 Agência Cora Coralina de Notícias.

Tecnologias Inovadoras para Rastreamento Bovino

O Rio Grande do Sul está testando tecnologias de ponta para garantir a identificação precisa dos animais. Entre as inovações, destaca-se a biometria nasal, que utiliza as características únicas do focinho de cada bovino.

O sistema utiliza um algoritmo próprio e 100% nacional que emprega a biometria das "ranhuras" do focinho como identificador único, similar à impressão digital humana, que não se altera com o crescimento do animal BeefPoint. O cadastro inicial leva de 6 a 8 segundos, e as leituras subsequentes caem para 4 ou 5 segundos.

Além da biometria, o projeto utiliza identificadores eletrônicos tradicionais, como brincos e bótons RFID, integrados a sistemas de gestão que permitem o registro completo de informações sobre cada animal.

Benefícios da Rastreabilidade para Produtores Gaúchos

A implementação do sistema de rastreabilidade individual traz vantagens significativas para toda a cadeia produtiva da pecuária.

Gestão de Rebanhos Mais Eficiente

O sistema facilita a gestão de rebanhos, reforça o controle sanitário e previne furtos, além de agregar valor à produção, especialmente em mercados que exigem comprovação de origem Portal do Estado do Rio Grande do Sul. Os produtores terão acesso a dados precisos sobre cada animal, permitindo decisões mais estratégicas no manejo.

Valorização Ambiental do Pampa

A rastreabilidade permitirá a valorização ambiental do bioma Pampa e o reconhecimento da pecuária gaúcha como modelo sustentável Portal do Estado do Rio Grande do Sul. Esse diferencial é fundamental em um mercado cada vez mais atento às práticas sustentáveis de produção.

Acesso a Mercados Internacionais Premium

O ministro Carlos Fávaro destacou que a transparência de boas práticas ambientais, sociais e trabalhistas é exigida mundialmente, e o Brasil avança definitivamente para os melhores mercados do mundo como o país mais competitivo para fornecer proteína animal Agricultura.

Experiência Prévia com Rastreabilidade no Setor Leiteiro

O Rio Grande do Sul não parte do zero nessa jornada. Desde 2017, a Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL) já faz a rastreabilidade de bovinos de leite, com 128.914 animais rastreados em 1.187 propriedades rurais Portal do Estado do Rio Grande do Sul.

Essa experiência acumulada no setor leiteiro fornece subsídios valiosos para a expansão do sistema para toda a pecuária gaúcha, tanto de corte quanto de leite.

Construção Participativa do Plano Estadual

Um diferencial do projeto gaúcho é sua construção coletiva. Segundo o secretário adjunto Marcio Madalena, praticamente todos os segmentos da pecuária no Rio Grande do Sul estiveram na discussão para a elaboração do projeto, e o plano estadual será escrito de dentro da porteira para depois ir ao gabinete da secretaria Agricultura.

Esse modelo participativo garante que as especificidades e necessidades reais dos produtores sejam consideradas, aumentando as chances de sucesso na implementação.

Integração Tecnológica e Parcerias Estratégicas

O sucesso do projeto depende de integração entre diferentes sistemas e instituições. Foi assinado um protocolo de intenções entre a Seapi e a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) para integração entre os sistemas de defesa agropecuária dos dois estados Agência Cora Coralina de Notícias.

Essa cooperação interestadual permite o compartilhamento de dados da Guia de Trânsito Animal (GTA) e fortalece a defesa agropecuária em nível nacional.

Desafios e Adaptações Necessárias

A implementação da rastreabilidade individual exige investimentos e adaptações por parte dos produtores. Custos com identificadores eletrônicos, sistemas de leitura e capacitação de pessoal precisam ser considerados no planejamento das propriedades.

Por outro lado, o cronograma de sete anos foi estabelecido justamente para permitir que produtores de diferentes portes e realidades possam se adequar gradualmente às novas exigências.

Exigências Internacionais Impulsionam Mudanças

A pressão por rastreabilidade não vem apenas de políticas nacionais. A partir de 30 de dezembro de 2025, entra em vigor o European Union Deforestation Regulation, nova regulamentação que estabelece mudanças na importação por países do bloco, exigindo rastreabilidade completa do ciclo de produção, acompanhando o animal desde o nascimento até o abate BeefPoint.

Atualmente, o acompanhamento é restrito aos últimos 90 dias de vida dos animais, mas as novas regras europeias exigirão comprovação de que a criação ocorreu em propriedades sem desmatamento e com registro adequado de sanidade durante toda a vida do bovino.

Perspectivas para a Pecuária Gaúcha até 2032

O cronograma prevê que o projeto piloto seja concluído na Fenasul/Expoleite 2026 para, a partir dele, ser elaborado o Plano Estadual de Rastreabilidade Individual Agricultura. Essa sequência de etapas permitirá ajustes e melhorias antes da implementação em larga escala.

O Rio Grande do Sul se posiciona estrategicamente como pioneiro nacional nesse processo, demonstrando capacidade técnica e organização setorial para liderar uma transformação que beneficiará toda a cadeia produtiva da carne e do leite brasileiros.

A rastreabilidade individual representa mais do que uma exigência regulatória: é uma oportunidade para a pecuária gaúcha agregar valor, acessar mercados premium e consolidar sua reputação de produção sustentável e de qualidade superior.

Saiba mais: Acompanhe as próximas etapas do projeto piloto de rastreabilidade bovina no Rio Grande do Sul através dos canais oficiais da Seapi e participe da construção do futuro da pecuária gaúcha.