Soja em alta: Chicago reage a possíveis compras da China nos EUA
O mercado da soja em Chicago dispara mais de 2% com rumores de novas compras da China nos EUA. Entenda o impacto para os preços e o comportamento do mercado brasileiro.
10/27/20252 min read
Soja dispara mais de 2% em Chicago com expectativa de acordo China-EUA
O mercado da soja iniciou a semana em forte alta na Bolsa de Chicago (CBOT), impulsionado pelas notícias de um possível acordo comercial entre China e Estados Unidos.
Na segunda-feira (27), os contratos futuros da oleaginosa subiram mais de 20 pontos, ultrapassando novamente o patamar de US$ 11,00 por bushel — especialmente nos vencimentos mais longos.
Embora a soja não tenha sido incluída oficialmente no acordo prévio firmado entre os dois países, menções à commodity nas declarações pós-negociações animaram os investidores e aumentaram a expectativa de novas compras chinesas no mercado americano.
Acordo China-EUA reacende otimismo no mercado agrícola
Segundo analistas internacionais, o avanço diplomático entre as duas maiores economias do mundo pode reabrir fluxos comerciais relevantes, especialmente para commodities agrícolas como soja e milho.
O possível retorno da China ao mercado americano traria fôlego às cotações internacionais e poderia mudar o cenário de oferta global no curto prazo.
No Brasil, negócios com soja seguem cautelosos
Enquanto Chicago registrava fortes ganhos, o mercado interno brasileiro teve um dia mais contido.
De acordo com o consultor Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, os prêmios recuaram com a alta em Chicago, e muitos traders preferiram aguardar mais informações sobre os detalhes das negociações entre China e EUA.
“O produtor brasileiro ainda observa o comportamento dos preços e o câmbio antes de fechar novos contratos”, explica Brandalizze.
A expectativa é que, confirmadas as compras chinesas, o movimento traga efeitos positivos também para os preços internos, especialmente com o dólar oscilando em torno de R$ 5,40.
O que o produtor deve observar nos próximos dias
Com o novo cenário de otimismo, o mercado segue atento a três fatores-chave:
Detalhes concretos do acordo China-EUA envolvendo soja.
Variações do dólar, que influenciam diretamente a competitividade das exportações brasileiras.
Comportamento dos prêmios nos portos, que podem se ajustar conforme a demanda internacional se confirma.
Enquanto isso, a recomendação é de prudência na comercialização, principalmente para quem já garantiu parte da safra com bons preços.
