Trigo 2026: Excesso de Umidade Pode Reduzir a Produtividade das Lavouras no Sul

O excesso de umidade preocupa produtores de trigo no Sul do Brasil. Veja os riscos para a safra 2026, as principais doenças e as estratégias de manejo para proteger a produtividade.

7/23/20263 min read

Trigo 2026: Excesso de Umidade Acende Alerta para Produtores no Sul do Brasil

A safra de trigo 2026 entra em uma fase decisiva no Sul do Brasil. Enquanto a semeadura está praticamente concluída no Rio Grande do Sul, o excesso de umidade, a baixa incidência de radiação solar e o aumento da pressão de doenças fúngicas exigem atenção redobrada dos produtores rurais. A Emater/RS informa que o plantio já alcançou cerca de 93% da área prevista, mas as condições climáticas representam um novo desafio para manter o potencial produtivo das lavouras.

Excesso de chuva preocupa produtores de trigo

As chuvas frequentes registradas nas últimas semanas mantêm o solo encharcado em diversas regiões produtoras. Esse cenário dificulta a entrada de máquinas para aplicações de defensivos, adubação de cobertura e outros manejos essenciais ao desenvolvimento da cultura. Além disso, períodos prolongados de molhamento foliar criam um ambiente altamente favorável para a proliferação de doenças fúngicas.

Segundo os órgãos de monitoramento climático, novos episódios de chuva intensa podem ocorrer nos próximos dias, mantendo elevado o risco fitossanitário para as lavouras de inverno.

Principais doenças que podem afetar o trigo

Em condições de elevada umidade, algumas doenças tendem a aumentar rapidamente sua incidência, entre elas:

  • Mancha-amarela;

  • Septoriose;

  • Ferrugem-da-folha;

  • Giberela (quando ocorrer florescimento sob elevada umidade);

  • Oídio em áreas específicas.

Sem controle adequado, essas doenças podem reduzir significativamente a área fotossintética das plantas, diminuir o enchimento dos grãos e comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade comercial do trigo.

Geadas favoreceram o perfilhamento

Apesar dos desafios atuais, nem tudo são más notícias.

As geadas de baixa intensidade registradas em parte do Rio Grande do Sul favoreceram o perfilhamento das plantas sem provocar danos expressivos às lavouras. Esse fator contribui para um melhor estabelecimento da cultura, desde que as condições sanitárias permaneçam sob controle.

Como reduzir os riscos na lavoura

Especialistas recomendam que os produtores intensifiquem o monitoramento das áreas cultivadas, principalmente após períodos consecutivos de chuva.

Entre as principais recomendações estão:

  • realizar inspeções frequentes nas lavouras;

  • acompanhar diariamente a previsão do tempo;

  • aplicar fungicidas apenas quando houver recomendação técnica;

  • evitar o tráfego de máquinas em solos excessivamente úmidos;

  • manter o equilíbrio nutricional das plantas;

  • utilizar cultivares adaptadas às condições da região.

O monitoramento constante permite identificar os primeiros sintomas das doenças e agir rapidamente, reduzindo perdas econômicas.

Clima continuará sendo fator decisivo

Os próximos dias serão determinantes para a evolução da safra de trigo no Sul do Brasil. Caso as chuvas permaneçam acima da média, o risco de doenças deverá continuar elevado, exigindo maior atenção dos produtores.

Por outro lado, períodos de tempo firme poderão favorecer tanto o desenvolvimento das plantas quanto a realização dos manejos pendentes, contribuindo para preservar o potencial produtivo da safra.

Plantas de cobertura ajudam a construir lavouras mais resistentes

Embora não eliminem os riscos climáticos, sistemas agrícolas que utilizam plantas de cobertura apresentam melhor estrutura física do solo, maior infiltração de água, redução da compactação e maior atividade biológica. Esses fatores favorecem o desenvolvimento radicular e aumentam a resiliência das culturas diante de eventos climáticos extremos.

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Conclusão

A safra de trigo 2026 apresenta boas perspectivas de produtividade, porém o excesso de umidade mantém os produtores em estado de alerta. O monitoramento constante das lavouras, aliado ao manejo técnico adequado, será fundamental para minimizar o impacto das doenças e garantir bons resultados na colheita.

Investir em planejamento, manejo preventivo e conservação do solo continua sendo uma das estratégias mais eficientes para aumentar a rentabilidade da produção de trigo.

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